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Atribuição de fontes em recrutamento: do sourcing à colocação

Como seguir a origem de um candidato desde o sourcing e outreach até à colocação sem criar métricas enganadoras para a agência.

Janis Kolomenskis

8 min de leitura
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“Este candidato veio do LinkedIn” raramente explica a história completa. Pode ter sido encontrado numa pesquisa, enriquecido numa ferramenta, apresentado por uma referência e convertido depois de três contactos. A atribuição de fonte em recrutamento serve para reconstruir esse caminho e perceber que actividade realmente contribuiu para uma colocação.

Fonte não é o mesmo que último toque

A fonte inicial responde a “como descobrimos esta pessoa?”. O último toque responde a “qual foi a interacção imediatamente antes da resposta?”. Entre os dois existem pesquisa, mensagens, chamadas, referências, entrevistas e feedback do cliente.

Se guardar apenas uma fonte, vai atribuir todo o mérito ao último canal. Isso pode favorecer uma campanha de email, quando a relação começou numa recomendação, ou favorecer uma candidatura, quando o recruiter já tinha investido numa conversa anterior.

Escolha um modelo de atribuição simples

Modelo de primeiro toque

Atribui a descoberta ao primeiro canal registado. É útil para comparar capacidade de sourcing e mapeamento de mercado. Não explica, por si só, quem transformou a descoberta numa conversa.

Modelo de último toque

Atribui a conversão à interacção final. Pode ajudar a avaliar cadências de outreach, mas tende a ignorar trabalho de relacionamento e follow-up.

Modelo por etapas

Regista a fonte de descoberta, a fonte de contacto, o canal de conversão e a origem do mandato. É mais trabalhoso, mas costuma ser a opção mais legível para uma agência especializada. Não é necessário transformar cada acção num peso matemático: o primeiro passo é preservar a sequência.

Que eventos deve registar

  • Origem do perfil: pesquisa manual, sourcing com IA, referência, candidatura ou base existente.
  • Primeiro contacto: LinkedIn, email, telefone, evento ou apresentação.
  • Resposta e reunião inicial.
  • Apresentação ao cliente, entrevista e proposta.
  • Colocação, desistência ou encerramento.

Associe cada evento a uma data, responsável e vaga. Se o candidato for considerado para outro mandato, não apague a origem anterior. A relação com o candidato pode atravessar várias pesquisas.

Como evitar dados de atribuição enganadores

Não misture “fonte” com “ferramenta”. LinkedIn pode ser o local onde o perfil foi visto; uma extensão pode ser a ferramenta que o importou; uma referência pode ser o motivo pelo qual a pessoa respondeu. São dimensões diferentes.

Evite também a etiqueta “orgânico” para tudo o que não tem fonte. “Desconhecido” é mais honesto e permite corrigir a recolha. Quando um recruiter importa uma lista, peça a origem da lista e o contexto do consentimento. A ausência de informação não deve ser convertida numa narrativa favorável.

Da atribuição à decisão comercial

Compare fontes por qualidade do percurso, não apenas por volume. Uma fonte pode produzir poucos candidatos, mas mais entrevistas relevantes ou colocações em mandatos difíceis. Observe conversão entre etapas, tempo até à resposta, taxa de apresentação ao cliente e margem por colocação.

Não fabrique benchmarks externos. Comece por comparar períodos, equipas e tipos de mandato dentro da própria agência. Uma pesquisa de CFO e um recrutamento de volume não devem ser julgados pelo mesmo caminho de conversão.

Como o Yena pode suportar o percurso

O Yena reúne sourcing assistido por IA, ATS, recruiting CRM, enriquecimento e outreach. Essa combinação pode manter a origem do candidato ligada às acções seguintes, em vez de deixar a atribuição dispersa por folhas de cálculo. O produto ajuda a organizar o trabalho; não transforma automaticamente uma correlação numa prova de causalidade.

Use a área de sourcing para testar a captura de origem, a página de preços para avaliar o custo da stack e o Recruitment Toolkit para definir os campos mínimos de cada evento.

Uma política de atribuição que a equipa segue

Escreva definições curtas, exemplos e um responsável por corrigir dados. Faça uma revisão mensal de colocações e escolha alguns casos para reconstruir manualmente. Se a equipa não consegue explicar por que razão um candidato passou de descoberta a colocação, o problema é de processo, não de dashboard.

Janis Kolomenskis

12 de julho de 2026

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